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Lytton 49.5°C e os 52% da ANEEL sobre a conta de luz tarifa vermelha bandeira II

Centenas de mortes foram registradas nesta semana na cidade de Lytton, na Colúmbia Britânica, província ao oeste do Canadá. Em meio a uma onda de calor sem precedentes, chegando a marca de 49.5°C, mais de 233 óbitos tendo como causa o calor foram atestados. A dor de calor é a sensação percebida nestas temperaturas que são 5°C acima do recorde histórico de calor no Brasil que é 44.7°C, registrado em Bom Jesus do Piauí. As altas temperaturas têm afetado também o oeste dos Estados Unidos, em cidades nos Estados de Washington e do Oregon. Lytton fica localizada a 250 km ao leste de Vancouver.


Os serviços de medicina forense da província afirmaram que o calor extremo desempenhou um papel no aumento importante no número de mortes, os idosos são a maioria das vítimas. “As ondas de calor estão se tornando mais frequentes e intensas à medida que as concentrações de gases de efeito estufa aumentam as temperaturas globais”, alertou a Organização Meteorológica Mundial. “Elas começam mais cedo e terminam mais tarde, causando um impacto cada vez maior na saúde humana e nos sistemas de saúde”, afirmou a organização, que tem sede em Genebra, na Suíça. Além da Colúmbia Britânica, foram emitidos alertas para as províncias de Alberta, Saskatchewan e Monitoba e parte dos territórios de Yukon e do Noroeste. A onda de calor também provocou vários incêndios florestais.


Nesta semana no Brasil, as autoridades optaram em novamente taxar os consumidores. A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL decidiu elevar a bandeira tarifária vermelha patamar II em 52%, aumentando a cobrança extra feita nas contas de luz de R$ 6.24 para R$ 9.49 a cada 100 kWh. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 29, e o reajuste acabou ficando em um meio termo entre o que foi previsto originalmente, da ordem de 20%, e o que indicavam áreas técnicas da agência. “Em junho, as afluências nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional – SIN estiveram entre as mais críticas da história”, explica a ANEEL. Com isso, sobem os custos relacionados ao risco hidrológico (GSF) e o preço da energia no mercado de curto prazo (PLD), variáveis que determinam a cor da bandeira a ser acionada – e ficam mais cara quando falta energia armazenada nas hidrelétricas.


A relação entre estes temas está na urgência climática e na necessidade de uma transição energética em nível global. O Operador Nacional do Sistema (ONS), alertou em junho, que, a depender do cenário traçado, a situação vai de “pouco confortável” a um déficit que pode chegar a 6 GW em novembro. Portanto, está comprovada a necessidade do nosso país voltar a ocupar uma posição protagonista na agenda climática. Abandonar a escolha de proteger o desmatamento ilegal e estimular a geração de energia através de fontes renováveis. Neste sentido, a aprovação do Projeto de Lei 5829 no Congresso Nacional é imprescindível. A diversificação da matriz elétrica no Brasil é fundamental para diminuir a necessidade do país da geração através de hidrelétricas. Ondas de calor, incêndios, estiagens, secas, tsunamis, são exemplos dos recorrentes eventos climáticos extremos, resultado das mudanças climáticas e do aquecimento global. Apontar em direção à reversão deste complexo contexto, está entre os nossos compromissos com as futuras gerações.

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