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Agricultura e energia: ganha ganha

A agricultura brasileira necessidade cada vez mais de energia de qualidade. A ampliação da capacidade produtiva do país e a necessidade de manter o jovem e suas famílias no campo, exigem qualidade no fornecimento de serviços indispensáveis como energia de qualidade, água e internet. O sucateamento das redes e linhas de transmissão são um entrave para garantir a qualidade do fornecimento de energia nas propriedades rurais. Mas, de outra parte, o desenvolvimento das fontes de energias renováveis tem elevado lucros, melhorado a renda e diminuído os custos de produção na agricultura do Brasil. Agricultura e energia representa uma relação de ganha ganha.

O advento do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas – PROINFRA, criado pela Lei n° 10.438/2002 estabeleceu o objetivo de aumentar a participação de fontes alternativas renováveis como pequenas centrais hidrelétricas, usinas eólicas e empreendimentos térmicos a biomassa na produção de energia elétrica, privilegiando empreendedores sem vínculos societários com concessionárias de geração, transmissão ou distribuição. Este marco propiciou a criação de sociedades de propósitos específicos para implantação de Parques Eólicos em fazendas, através de arrendamentos e a cobrança de valores substanciais para instalação de torres de geração de energia.

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica – ABSOLAR, os investimentos em geração distribuída solar fotovoltaica nas propriedades rurais já passam de R$ 1.2 bilhão no Brasil. Segundo a entidade, os produtores rurais representam atualmente 8.7% da potência instalada na geração distribuída a partir do sol. “O uso de energia solar fotovoltaica junto ao agronegócio traz ganhos de competitividade aos produtores rurais, pois reduz os custos com eletricidade, aumenta a segurança elétrica, protege o consumidor contra os aumentos das tarifas de eletricidade, aumenta a oferta de energia elétrica na propriedade rural, torna a produção do campo mais limpa, sustentável e agrega valor à marca do produtor rural”, enfatiza Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR.

Para a agricultura familiar, o Instituto Ideal de Santa Catarina, tem estimulado a criação de Cooperativas de Energia Solar. O Presidente do Instituto Ideal, Mauro Passos, possuí expertise e metodologia consagrada para criação destes empreendimentos, “o melhor lugar para aplicar a energia solar é dentro do princípio e compreensão do que é o cooperativismo, você junta pessoas e faz uma instalação modular”, salienta. Na Alemanha existem mais de 900 cooperativas de energias renováveis. Este modelo tem recebido apoio no Brasil através de Universidades como a UFSC, Confederação Alemã de Cooperativas – DGRV e a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschacft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH.

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