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A posse de Biden e o Acordo de Paris

Atualizado: Jan 25

A posse do democrata Joe Biden nesta quarta-feira (20 de janeiro de 2021), representa ventos verdes para a busca do atingimento das metas do Acordo de Paris. É a recuperação da verdade, equilíbrio, esperança e leveza. Ao contrário do que ocorreu em dezembro de 2020, quando ocorreu o encontro da alta cúpula global do clima, celebrando os cinco anos do Acordo de Paris. Na ocasião, os chefes de Estado, o ex-presidente americano Donald Trump e o atual presidente brasileiro Jair Bolsonaro, não foram convidados a participar, os compromissos de Biden sinalizam para o reingresso da economia americana no Acordo de Paris.


Esta presença é de suma importância diante da emergência climática que convivemos, e, especialmente, em razão de que há um significativo nível de consenso global para a retomada da atividade econômica pós pandemia da Covid-19, ocorrer através de maciços investimentos em energias renováveis. A transição energética recebe prioridade estratégica e a importância necessária neste marco.


O desenvolvimento das energias renováveis representa a possibilidade concreta de o mundo caminhar em direção à descarbonização da economia mundial. A presença de Biden na Casa Branca aponta para o fortalecimento de iniciativas que buscam através da cooperação entre chefes de Estado, entidades da sociedade civil, empresários, órgãos multilaterais, sob a coordenação da ONU prosseguir com os esforços para minimizar a emissão do dióxido de carbono.


Neste mês de janeiro, a ONU realizou um novo encontro reunindo líderes e representações importantes da arena global, para debater os efeitos dramáticos envolvendo a elevação da temperatura da Terra Esses efeitos são, na prática, estimuladores de eventos climáticos extremos como incêndios registrados no verão norte-americano e na Amazônia, estiagem presente neste momento no Rio Grande do Sul, crise hidrológica no Sudeste, diminuindo os reservatórios em São Paulo, entre outros efeitos que são devastadores, e que ameaçam nossa presença na Terra.


Ao mesmo tempo, o significado da posse de Biden e a sua presença entre os compromissos do Acordo de Paris, retomam a estabilidade democrática ameaçada nos Estado Unidos, a partir da vitória de um líder outsider, que se beneficiou do advento das fake news para compartilhar o poder da principal democracia ocidental com as milícias, fatos semelhantes aos em curso na nação brasileira.


De outra parte, indica segurança e estabilização para que investidores internacionais possam prosseguir com seus objetivos de aportes econômicos representativos em projetos como parques eólicos, usinas solares, hidrelétricas, pequenas centrais hidrelétricas, biogás, biomassa, hidrogênio, que são tendências de uma nova economia em processo de franca consolidação no Brasil, e responsável pela geração de milhares de empregos em nosso país no ano de 2020.


Todas essas tendências se complementam com o desenvolvimento do mercado de crédito de carbono, que está em curso em escala global, será primordial para a certificação de empreendimentos na perspectiva de que os países possam oferecer à sociedade mundial, os resultados concretos dos seus esforços para a diminuição da emissão de gases de efeito estufa. Por certo, na reunião da ONU de 2030, quando os líderes globais se encontrarão para apresentar os seus objetivos alcançados no âmbito dos objetivos do milênio para o desenvolvimento sustentável, e também na reunião de 2050, quando serão aferidos os esforços, os empenhos em relação às metas do Acordo de Paris, a posse de Joe Biden nesta data, colabora para que a agenda do desenvolvimento sustentável ganhe novos esforços, maior empenho, estabilizando a democracia, e, fundamentalmente, indicando que cada vez mais necessitamos de uma sociedade civil ativa, protagonista, indutora e vigilante, de Parlamentos, governo, iniciativa privada, contratos públicos, para que possamos consolidar um ambiente mais positivo e favorável à consolidação de um modelo de desenvolvimento econômico com inclusão social e respeito ao meio ambiente.


Viva a posse do presidente Joe Biden!

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