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  • Foto do escritorZelmute Marten

Business 20 – G20, em direção à neoindustrialização e US$ 1,8 trilhão em renováveis

Criado em 2010, o Business 20 é o fórum de diálogo oficial do G20 com representantes empresariais ao redor do globo. Ele envolve cerca de 900 representantes, conectando a comunidade empresarial aos governos do G20. Seu objetivo é ser uma plataforma estratégica de construção de consenso, determinação de prioridades políticas e recomendação de abordagem aos desafios econômicos globais, promovendo o diálogo entre os setores públicos e privados. Na última segunda-feira(29/01), na sede do Sistema Firjan, no Rio de Janeiro, a secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda do Brasil, embaixadora Tatiana Rosito, coordenadora da Trilha de Finanças do G20, apresentou as prioridades da Trilha de Finanças na abertura do Business 20 (B20). O Grupo de Engajamento conecta a comunidade empresarial aos governos do G20.


“Há uma forte convergência entre as prioridades do G20 e do B20 e estamos abertos a receber sugestões”, enfatizou Rosito ao elencar os Grupos de Trabalho (GT’s) mais próximos do B20 e suas prioridades. Dentre elas, a necessidade de mobilização maciça de recursos para o desenvolvimento sustentável por meio de capital público e privado, integração e regulação de sistemas financeiros, débito global e reforma dos Bancos Multilaterais de Desenvolvimento. Rosito destacou ainda a construção de um consenso sobre uma nova globalização e industrialização, transformação ecológica, fontes de energias renováveis, aumento da produtividade, geração de empregos qualificados e a reforma da governança internacional. “É essencial que o G20, que representa 85% da economia global, ajude a levar adiante as respostas necessárias para os desafios contemporâneos, dando-lhes forma”.


A coordenadora do Trilha de Finanças lembra ainda que, entre as prioridades delineadas pelo B20 que se aproximam daquelas da agenda da presidência brasileira do G20, estão a inclusão social e combate às desigualdades, além da transição para a descarbonização. “Essa aproximação está centrada na inclusão social e combate à fome, na transição energética e climática e desenvolvimento social equilibrado”, afirma. A secretária esteve ao lado do embaixador Maurício Lyrio e do representante do B20, Dan Ioschpe, na introdução ao G20 e ao B20 Brasil. O Brasil assumiu em 1.12.2023 a presidência temporária do G20, o grupo que reúne as 19 principais economias do mundo, a União Europeia e, a partir deste ano, também a União Africana. O mandato tem duração de um ano e se encerrará em 30.11.2024. Nesta quinta e sexta-feira (1° e 2/02), o Grupo de Trabalho de Infraestrutura da Trilha de Finanças do G20, apresentou a primeira proposta que trata da Infraestrutura Resiliente às Mudanças Climáticas. Ela visa endereçar a preocupação dos países em adaptar suas infraestruturas para poderem lidar com efeitos climáticos extremos, como desastres naturais, deslizamentos de terras, secas e enchentes que exigem grande dispêndio de recursos.


O evento ocorreu nesta semana em que a BloombergNEF divulgou na terça-feira, 30, que os investimentos em energias renováveis aumentaram 17% em 2023 e somaram cerca de US$ 1.8 trilhão. Este número representa um novo nível recorde de investimento anual em transição energética, mesmo em um ano marcado por turbulências geopolíticas, taxas de juros elevadas e inflação de custos. O valor inclui investimentos com fontes solar e eólica, compra de veículos elétricos, construção de sistemas de produção de hidrogênio, além da implementação de outras tecnologias. Contudo, o estudo aponta que os números apresentados nem de longe são suficientes para fazer com que o mundo atinja a neutralidade de carbono até meados deste século, conforme prevê o Acordo de Paris. O relatório avalia que para isso acontecer os investimentos mundiais com fontes de energia limpa teriam que atingir, em média, US$ 4.8 trilhões por ano entre 2024 e 2030. Isto é quase três vezes o investimento total observado em 2023. “O nosso relatório mostra a rapidez com que as oportunidades de energia limpa estão a crescer e, no entanto, o quão longe ainda estamos da meta global de descarbonização”, disse Albert Cheung, vice-diretor da BloombergNEF.


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