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  • Foto do escritorZelmute Marten

São Lourenço do Sul pode liderar a formação de uma rede de cidades pela economia verde

A qualidade do seu povo, as características naturais do interior e da cidade, assim como o papel de liderança desenvolvido nos governos de Zé Nunes e de Daniel Raupp no passado, indicam a possibilidade efetiva de o município de São Lourenço do Sul poder liderar no futuro, a formação de uma rede de cidades pela economia verde. A ocorrência de eventos climáticos extremos, têm exigido da sociedade internacional a adoção medidas para reversão das mudanças climáticas. Neste contexto a transição energética e a geração de empregos verdes possuem exponencial relevância. As cidades estão sendo mobilizadas para integrar este esforço. Nosso primeiro ato deve ser a criação da Autoridade Climática Local. Eventos extremos devem impulsionar mudanças no sistema e na cultura de planejamento das cidades.


Sociedades em todo o mundo estão sendo desafiadas a responder aos riscos da mudança climática e ao aumento das ameaças decorrentes de mudanças no sistema climático. A mudança climática, com suas consequências locais já manifestadas e múltiplas, é aceita como inevitável, e mais ênfase é dada à adaptação, por exemplo, no planejamento urbano ou nas políticas públicas de saúde. Ao mesmo tempo em que a mudança climática impõe novos desafios ao planejamento de políticas públicas, muitas das ações necessárias à adaptação dos sistemas naturais e humanos requerem simplesmente a incorporação de considerações sobre potenciais impactos a elas relacionados, inclusive sobre horizontes temporais apropriados.


Neste curso, lideranças e gestores públicos locais têm encontrado muitas oportunidades para fazer avançar a adaptação às mudanças climáticas. A experiência com impactos, exposição e vulnerabilidades, e a necessidade de responder aos múltiplos desafios do clima, figuram como os principais disparadores da governança climática local. Oportunidades também são dadas pela possibilidade de sinergia de ações climáticas com as políticas públicas municipais de desenvolvimento, algumas já muito convergentes com o enfrentamento dos desafios do clima. A participação de diferentes atores em processos participativos locais não apenas esclarece as principais dúvidas e capacidades, mas influencia a tomada de decisões e o planejamento interativo das ações para o avanço da adaptação.


Um líder político que não compreenda como imperioso responder aos desafios climáticos atuais, ou que não tenha acesso a informações qualificadas, figura como uma das barreiras mais perversas enfrentadas pelo município. Municípios com capacidade de atuação fortalecida, seja do ponto de vista institucional, legal ou financeiro, e aqueles que contam com lideranças políticas fortes e informadas, encontram mais facilidades no caminho da gestão climática local. Em geral, são esses municípios que entendem como oportunidade a crise climática e governam movidos pelo horizonte de transformação e inovação da cidade em busca de resiliência e sustentabilidade. São Lourenço do Sul pode liderar a formação de uma rede de cidades pela economia verde.

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