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Olaf Scholz, Joe Biden, Luíz Inácio Lula da Silva e o consenso da transição energética

Os encontros bilaterais de Luíz Inácio Lula da Silva com Olaf Scholz e Joe Biden expressam o consenso da economia global sobre a importância estratégica da transição energética. A economia verde esteve no centro das discussões. A retomada de investimentos no Fundo Amazônia. Entre os compromissos mútuos está também a defesa da democracia em escala mundial. A ampliação do comércio entre os países é pauta permanente. No relacionamento com a Alemanha a ratificação do acordo entre União Europeia e o Mercosul é prioridade.


Svenja Schulze, Ministra para Cooperação e Desenvolvimento da Alemanha, integrou a comitiva do chanceler alemão na visita ao Brasil. Realizou encontros setoriais sobre transição energética para aprofundar o conhecimento sobre o atual contexto do setor em nosso país. Recebeu dirigentes da Rede Brasileira de Mulheres na Energia Solar vinculadas a Associação Brasileira de Energia Solar, Instituto Clima e Sociedade, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Yara Brasil. Gênero, transição justa, sustentabilidade, educação, energia, empregos verdes, ciência e tecnologia estiveram entre os assuntos abordados.


No encontro com Biden clima e a proteção a Amazônia foram destaques. Na Casa Branca, Lula reforçou o papel do Brasil na governança global pela reversão da mudança climática. “Isso não é um programa de governo, mas é um compromisso de fé de alguém de quem acredita no humanismo, de alguém que acredita na fraternidade, na solidariedade”, declarou o presidente brasileiro. A produção de energia limpa foi salientada como prioridade. Segundo Lula, eles discutiram questões que abordaram “tanto o campo da igualdade racial e social, o campo da democracia, da energia limpa, da questão climática e do fortalecimento da democracia”, destacou.


O Brasil hoje já responde por 10% de todos os empregos verdes no mundo. Ocupando a segunda posição entre os maiores empregadores da indústria de biocombustíveis, solar, hidrelétrica e eólica. O mercado brasileiro perde apenas para a China, que tem 42% dos 12,7 milhões de postos de trabalho do planeta, segundo dados da Agência Internacional de Energia Renovável – Irena, compilados pela Confederação Nacional da Indústria – CNI. A expectativa é de que, até 2030, as energias renováveis criem 38.2 milhões de empregos no mundo. Os cálculos consideram uma transição energética ambiciosa e a aceleração de novos investimentos para reduzir o aquecimento global. No Brasil, além da eólica e da solar, há a aposta no hidrogênio verde – área em que o país pode se tornar líder mundial – e no comércio de crédito de carbono.

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