• Zelmute Marten

Atratividade das energias renováveis

O estabelecimento de uma meta global em torno da descarbonização da economia, tem ampliado significativamente a atratividade das energias renováveis. Os esforços estão concentrados em impedir que o aquecimento da terra alcance a marca de 1.5°C superior ao período pré-industrial. A realização da 26° Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança Climática, que será de 1° a 12 de novembro de 2021, em Glasgow, na Escócia, o monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável do Milênio e os compromissos do Acordo de Paris, são marcos da governança global em benefício do clima, que corroboram com a afirmação da abertura deste documento.


Nesta semana, o Brasil subiu quatro posições no ranking de uma publicação que mede a atratividade para investimentos em energias renováveis, e agora ocupa o 11° lugar sendo o primeiro colocado na América Latina, apontou a empresa de consultoria e auditoria EY. À frente do Brasil aparecem ainda países como Reino Unido (4°), França (5°), Austrália (6°) e Alemanha (7°), em um mercado que registrou em 2020 investimentos de mais de 300 bilhões de dólares em nova capacidade de energia renovável. A EY citou que o país está avançando nos estudos para regulamentar o mercado de energia eólica offshore. Equinor e Iberdrola já buscam licenças para 4 GW e 9 GW, respectivamente. Total e Enauta também manifestaram interesse, aponta a EY.


Sobre os líderes do ranking, a publicação citou que, com o presidente Joe Biden, os EUA estão inaugurando uma “nova era” de políticas de energia para deixar a nação mais distante dos combustíveis fósseis, começando com a nova adesão ao Acordo de Paris. Biden comprometeu-se que os Estados Unidos vão cortar as emissões de gases de efeito estufa em até 52% até 2030, com base em níveis de 2005. Segundo o estudo, a China adicionou “impressionantes” 72.4 GW de nova energia eólica em 2020, incluindo 48 GW apenas em dezembro, quando os desenvolvedores correram antes do corte de subsídio para energia eólica onshore.


No caso brasileiro, outro expoente é o crescimento de projeto de energia solar. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica – ABSOLAR, somente em 2021 há uma previsão de investimentos na ordem de R$ 22.6 bilhões, o que pode gerar um crescimento de 4.9 GW. São projetos de Geração Centralizada e de Micro e Mini Geração Distribuída que se ampliam de norte à sul do Brasil. As denominadas “boutiques de investidores”, estruturam o interesse nacional e internacional para o aporte de capital nestes projetos, aquisição de ativos ou o aporte para implantar novos empreendimentos.


De outra parte, a sociedade civil permanece mobilizada para aprovação do Projeto de Lei 5829 no Congresso Nacional. Reconhecido como o marco legal da geração distribuída o PL 5829 tramita com significativa apoio parlamentar, mas sem o apoio efetivo do Palácio do Planalto e da liderança da maioria. Sua aprovação é vital para garantir investimentos como da Enel, que planeja injetar R$ 5 bilhões em projetos entre 2021 e 2023 no Brasil, fundamental para garantir a atratividade das energias renováveis em nosso país.

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