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As tendências de negócios para as energias renováveis no Brasil em 2020

Até 2029 previsão de R$ 50 bilhões de investimentos em mini e microgeração distribuída.

O ano de 2019 termina com novo crescimento exponencial do setor de energias renováveis no Brasil. As tendências são de maior crescimento em 2020, com dinamização de negócios e profícuos resultados para empresas e investidores. Estudo apresentado pela empresa de pesquisa de mercado Fitch Solutions indica o Brasil como um dos mercados mundiais mais atrativos para investidores.

O Plano Decenal da Empresa de Pesquisa Energética – EPE indica que os recursos energéticos distribuídos podem atingir 17% do consumo de eletricidade até 2029. São considerados para este cômputo: eficiência energética, micro e minigeração distribuída, autoprodução de energia não injetada e energia solar. Em mini e microgeração distribuída, segundo a EPE, em 2029, serão 1,3 milhões de sistemas conectados, totalizando 11,4 GW, que exigirão R$ 50 bilhões em investimentos ao longo do período.

A contribuição setorial para os ganhos de eficiência energética e novos negócios em 2029 se compõe com a previsão dos seguintes percentuais: setor industrial 38%, comércio e serviços 37%, residencial 20% e agropecuário 4%. As atividades industriais (extrativa, transformação e centros de transformação de energia - como refinarias, por exemplo) foram responsáveis por quase 43% do consumo total de energia em 2018, segundo dados do Balanço Energético Nacional. Em pesquisa de campo recente financiada com recursos do projeto META, com apoio do Banco Mundial, sobre potencial de eficiência energética em segmentos industriais energo-intensivos, realizada entre os anos de 2017 e 2018, apurou-se a existência de um potencial da ordem de 5 milhões de TWh, fortemente concentrado em aplicações para uso térmico.

No âmbito do Acordo de Paris, o Brasil se comprometeu em reduzir suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 37% abaixo dos níveis de 2005, quando considerado o ano de 2025. Um dos meios para o atingimento da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira é alcançar 10% de ganhos de eficiência no consumo de energia elétrica em 2030, passando por 8% em 2025. As contribuições do Brasil tiveram como base os estudos de longo prazo elaborados na EPE, onde foram calculados os ganhos de eficiência até 2050, utilizando-se 2013 como ano-base.

O futuro é formado pela previsão de resultados auspiciosos para as empresas que se voltarem para a geração da própria energia, com ênfase na implementação de processos de eficiência energética e na adoção de sistemas de mini e microgeração distribuída, diante ao ambiente global de transição energética e dos desafios para diminuir o aquecimento do planeta.

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